MUSICOTERAPIA

 

Histórico da Musicoterapia

 

A Musicoterapia como ciência e como conotação terapêutica não tão "mágica", passou a ser aplicada em pacientes dos hospitais de veteranos após o término da 2ª Guerra Mundial devido ao elevado número de soldados feridos e doentes de Guerra nos hospitais.

A partir dessas primeiras experiências e dados médicos obtidos com o trabalho, foram se desenvolvendo, desde 1944, diversos planos de estudos e esquemas de organização e investigação na área. Equipes formadas por músicos, médicos, psicólogos e pedagogos contribuíram inicialmente para a fundamentação e sistematização da musicoterapia quanto aos procedimentos de trabalho e métodos de atuação. Atualmente a Musicoterapia já possui um corpo teórico e metodológico próprio e estes continuam a se desenvolver através de novos trabalhos clínicos e de pesquisas na área.
Desde 1950 foram criadas Associações Nacionais e Internacionais da Terapia Musical nos Estados Unidos da América e na Europa e América Latina, e os primeiros cursos de Graduação e Pós-Graduação na área se desenvolveram de acordo com as linhas de abordagem adotadas pelos precursores no país.
O precursor da Musicoterapia na América Latina foi o argentino Dr. Rolando Benenzon, médico psiquiatra e musicoterapeuta que fundou o curso de Musicoterapia da Universidad del Salvador de Buenos Aires e colaborou para a formação de escolas no Brasil. Como sua formação é médico psiquiatra, segue uma linha psicanalítica.
Outra grande escola é a dos Estados Unidos, cujo alguns representantes são o Professor de Musicoterapia Kenneth Bruscia, Ph.D., MT-BC na área clínica e Cheryl Dileo Ph.D., MT-BC na área hospitalar, vinculados a Temple University, Philadelphia, USA, escola esta que segue a linha humanista existencial.
A musicoterapia já foi implantada em mais de 40 países e existem mais de 130 cursos de Musicoterapia, de graduação a doutorado, em todo o mundo
.

 

No Brasil contamos hoje com:

 

GRADUAÇÃO:

• Faculdade de Artes do Paraná - Curitiba/PR - http://www.fapr.br
• UFG - Universidade Federal de Goiás - http://www.musica.ufg.br/
• Faculdades Metropolitanas Unidas FMU - São Paulo - http://www.fmu.br
• Conservatório Brasileiro de Musica - Rio de Janeiro - http://www.cbm-musica.org.br
• FPA - Faculdade Paulista de Artes - http://www.fpa.art.br
• Faculdade EST - São Leopoldo/RS - http://www.est.edu.br
• Universidade Federal de Minas Gerais - Bacharelado em Música com Habilitação em Musicoterapia. www.ufmg.br

 

PÓS-GRADUAÇÃO:

• UFG - Universidade Federal de Goiás - http://www.musica.ufg.br/
• Faculdades Metropolitanas Unidas FMU - São Paulo - http://www.fmu.br
• Conservatório Brasileiro de Musica - Rio de Janeiro - http://www.cbm-musica.org.br
• Faculdade de Ciências Humanas Olinda - http://www.facho.br/
• UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto - http://www.unaerp.br
• Faculdades Integradas Olga Mettig, FAMETTIG - http://www.famettig.br

 

A Musicoterapia é uma carreira de nível superior, reconhecida pelo Conselho Federal de Educação desde 1978 e conta com o apoio e o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 

 

Formação do Musicoterapeuta

Diferentemente da formação de um músico a formação em musicoterapia é baseada em 3 pilares, nos conhecimentos científicos da saúde, música e sensibilização e formação do terapeuta.

 

Definição de Musicoterapia

 “Musicoterapia é um processo sistemático de intervenção em que o terapeuta ajuda o paciente a promover a saúde utilizando experiências musicais e as relações que se desenvolvem através delas como forças dinâmicas de mudança.” (Bruscia, 2000)

 

Áreas de Atuação do Musicoterapeuta

• Clínica;
• Educacional;
• Hospitalar;
• Social;
• Organizacional.

 

Alguns estudos (Revisão de Literatura)

 

• A MÚSICA PODE ACALMAR O BATIMENTO CARDÍACO DOS PACIENTES, DIMINUIR A PRESSÃO SANGUÍNEA E DIMINUIR A NECESSIDADE DE MEDICAMENTOS CONTRA A DOR. Em um estudo da Yale University, de 1998, 78 pacientes que escutaram música durante o tratamento cirúrgico necessitaram de menos medicamentos do que aqueles que não o fizeram. Esses estudos foram publicados no jornal Anesthesiology.

 

• A MUSICOTERAPIA TAMBÉM PODE SIGNIFICANTEMENTE DIMINUIR O NÍVEL DE ANSIEDADE E NÁUSEA ASSOCIADOS À QUIMIOTERAPIA. De acordo com Lucianne Magill, chefe do serviço de Musicoterapia do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova Iorque, a música relaxa e distrai os pacientes, além de freqüentemente ajudá-los a adormecer.

 

• PARA PACIENTES QUE SE SUBMETERAM A TRANSPLANTES DE MEDULA ÓSSEA, O TRATAMENTO RESULTOU EM UM MELHOR ESTADO DE SAÚDE GERAL. Depois de duas a dez sessões de Musicoterapia, seis pacientes em um estudo de 1996 demonstraram aumento no bem-estar psicológico, melhor estado de saúde físico e aumentaram a capacidade de enfrentamento.

 

• ESTUDO AVALIA EFEITO DA MÚSICA EM TRATAMENTOS DE CÂNCER SOROCABA - Uma pesquisa desenvolvida pela Faculdade de Medicina do Centro de Ciências Médicas e Biológicas (CCMB) da Pontifícia Universidade Católica (PUC) está avaliando a eficácia da musicoterapia como método auxiliar de relaxamento nas aplicações quimioterápicas realizadas no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). O trabalho é coordenado pelos médicos oncologistas Gilson Luchezi Delgado e Luiz Antonio Pires e pela Musicoterapeuta Suzana Brunhara. Destacam a importância da experiência como pesquisa científica. "No Brasil, somos poucos os interessados neste ramo." O objetivo é determinar se a música gravada em fita e utilizada de modo individual, com walkman, consegue reduzir o índice de estresse condicionado pela quimioterapia, produzindo alteração dos índices de ansiedade e redução de toxicidade precoce. A musicoterapia é aplicada a pacientes em início de tratamento e nas quimioterapias mais fortes.

 

• Hospital Albert Einstein já trabalha com Musicoterapia sob a coordenação da Musicoterapeuta Cristiane Ferraz.

 

• Hospital do Câncer em Goiânia já trabalha com Musicoterapia sob a coordenação da Musicoterapeuta Elyamar Fleury.

 

• Casa Ronald no Rio de Janeiro que dá apoio a família já trabalha com Musicoterapia sob a coordenação da Musicoterapeuta Marly Chagas.

 

 

Métodos de Trabalho do Musicoterapeuta

 

Experiências de Improvisação: O paciente faz música tocando ou cantando, criando uma melodia, um ritmo, uma canção ou uma peça musical de improviso podendo utilizar qualquer meio musical dentro de suas capacidades (voz, sons corporais, percussão, instrumentos, entre outros).
  Objetivos Clínicos:

- Estabelecer um canal de comunicação não-verbal e uma ponte para a comunicação verbal;
- Desenvolver habilidades perceptivas e cognitivas;
- Dar sentido a auto-expressão e à formação de identidade;
- Entre outros.

 

 Experiências Re-criativas: O paciente aprende ou executa músicas instrumentais ou vocais ou reproduções de qualquer tipo musical apresentado como modelo.

  Objetivos Clínicos:

- Promover comportamento ritmado e a adaptação;

- Melhorar a atenção e orientação;

- Desenvolver a memória;

- Entre outros.

 

 Experiências Receptivas: O paciente ouve música e responde a experiência de forma silenciosa, verbalmente ou através de outra modalidade. A música pode ser ao vivo ou gravações de improvisações ou composições do paciente.

  Objetivos Clínicos:

- Promover a receptividade;
- Evocar respostas corporais específicas;
- Estimular ou relaxar;
- Evocar estados e experiências afetivas;
- Entre outros.

  

  Experiências de Composição: O Musicoterapeuta ajuda o paciente a escrever canções, letras ou peças musicais.

  Objetivos Clínicos:
- Desenvolver habilidades para solucionar problemas de forma criativa;
- Promover a exploração de temas terapêuticos através das letras das canções;
- Desenvolver a habilidade de integrar e sintetizar partes em um todo;
- Desenvolver a habilidade de documentar e comunicar experiências externas.

 

Fontes

BRUSCIA, Kenneth. Definindo Musicoterapia. Enelivros, Rio de Janeiro, 1998;

LEONARDI, Juliana. Musicoterapeuta clínica, historiadora, arte-educadora, focalizadora de danças sagradas;

www.musicoterapiaclinica.com.br/index.php/artigos/59-a-historia-da-musicoterapia.